
DECEPÇÕES
(texto do Momento Espírita impresso do site: momento.com.br)
Você
já teve alguma decepção na vida?
Dificilmente
alguém passa pela existência sem sofrer uma desilusão, ou ter alguma surpresa
desagradável em algum momento da caminhada.
Podemos dizer que o sabor de uma decepção
é amargo e traz consigo um punhal invisível que dilacera as fibras mais sutis
da alma.
Isso
acontece porque nós só nos decepcionamos com as pessoas em quem investimos
nossos mais puros sentimentos de confiança e amor.
Pode
ser um amigo, a quem entregamos o coração e que de um momento para outro passa
a ter um comportamento diferente, duvidando da nossa sinceridade, do nosso
afeto, da nossa dedicação, da nossa lealdade...
Também
pode ser a alma que elegemos para compartilhar conosco a vida, e que um dia
chega e nos diz que o amor acabou, que já não fazemos mais parte da sua história...
Que outra pessoa agora ocupa o nosso lugar.
Ou
alguém que escolhemos como modelo digno de ser seguido e que vemos escorregando
nas valas da mentira ou da traição, desdita que nos infelicita e nos arranca lágrimas
quentes e doloridas, como chama que queima sem consumir.
Enfim,
só os nossos amores são capazes de nos ferir com a espada da decepção, pois
os estranhos não têm esse trágico poder, já que seus atos não nos causam
nenhuma impressão.
Assim,
valem a pena algumas reflexões a esse respeito para que não nos deixemos
atingir pela cruel espada da desilusão.
Para
tanto, podemos começar levando em conta que, assim como nós, nossos amores
também não são perfeitos.
E
que, geralmente, não nos prometem santidade ou eterna fidelidade. Nunca nos
disseram que serão eternamente a mesma pessoa e que jamais nos causariam decepções.
Nós
é que queremos que sejam como os idealizamos.
Assim
nos iludimos. Mas só se desilude quem está iludido.
Importante
que pensemos bem a esse respeito, imunizando a nossa alma com o antídoto eficaz
do entendimento.
Importante
que usemos sempre o escudo do perdão para impedir que os atos infelizes dos
outros nos causem tanto sofrimento.
Importante,
ainda, que façamos uso dos óculos da lucidez, que nos permitem ver os fatos em
sua real dimensão e importância, evitando dores exageradas.
A
ilusão é como uma névoa que nos embaraça a visão, distorcendo as imagens e
os fatos que estão a nossa frente.
E
a decepção nada mais é do que perceber que se estava iludido, enganado sobre
algo ou alguém.
Assim,
se você está amargando a dor de uma desilusão, agradeça a Deus por ter
retirado dos seus olhos os empecilhos que lhe toldavam a visão.
Passe
a gostar das pessoas como elas são e não como você gostaria que elas fossem.
Considere
que você também já deve ter ferido alguém com o punhal da decepção, mesmo
não tendo a intenção, e talvez sem se dar conta disso.
Por
todas essas razões, pense um pouco mais e espante essa tristeza do olhar...
Enxugue as lágrimas e siga em frente... sem ilusões.
***
Aprenda
a valorizar nas pessoas suas marcas positivas.
Lembre-se
de que cada um dá o que tem, o que pode oferecer.
Uns
oferecem o ácido da traição, o engodo da hipocrisia, o fel da ingratidão,
pois é o que alimentam na alma.
Mas,
seja você a cultivar em seu jardim interior as flores da lealdade, do afeto, da
compreensão, da honestidade, para ofertar a todos aqueles que cruzarem o seu
caminho.
Seja
você alguém incapaz de ferir ou provocar sofrimentos nos seres que caminham ao
seu lado.
Equipe de
Redação do Momento Espírita.